Hoje celebramos, com profunda gratidão, os 22 anos de fundação da Comunidade Sementes do Verbo. Ao recordar as nossa história de fundação, renovamos a certeza de que foi o Senhor quem lançou esta pequena semente e continua a fazê-la crescer para a vida do mundo! ( Pro Mundi Vita!)

No dia 16 de julho de 2004, nas Vésperas da Ressurreição, na festa de Nossa Senhora do Carmo, o Diácono Georges nos dava uma exortação. Eis aqui algumas palavras: “Para nós, o que vem primeiro é a vida, e que a Virgem Maria seja este modelo, este ensino; há uma diferença entre devoção e tê-la como modelo… Nós queremos tê-la como esse modelo”.

Primeiro, o nome da Comunidade: Sementes do Verbo. Um nome que encontramos no Concílio Vaticano II: “O Concílio Vaticano II lembra a obra do Espírito no coração de cada homem, cuidando e fazendo germinar as ‘sementes do Verbo´, presentes nas iniciativas religiosas e nos esforços humanos à procura da verdade, do bem, e de Deus.”1 No mundo já estão espalhadas as Sementes do Verbo, os missionários deverão descobrir o que o Espírito Santo já precedeu nos corações. Papa João Paulo II vai dizer: “O Espírito Santo é o protagonista de toda a missão”2. Ele já está no meio de nós, e nós também somos um punhado de grãos para ser lançado na missão. É das Palmas das mãos de Deus que somos lançados. É muito mais que um nome, é também uma ação. Aí há uma potencialidade de vida! Através de um grão o Senhor poderá tocar a muitos. E neste pequeno grão o Senhor já vê o que nós seremos… O Senhor põe uma grande esperança em nós.

Nossa fundadora Marie-Josette nos dizia que desde a viagem de Salvador para Palmas, no ônibus contemplando a paisagem, ela já estava rezando com este nome no coração. Se nós éramos as Sementes do Verbo, elas precisavam ser lançadas neste terreno de Palmas. Foi quando Dom Alberto nos disse: “Eu não quero vocês fechados, o campo da missão está aberto”. Diácono Georges rezava como seria o nosso símbolo,; ele tinha no coração a cruz de Jerusalém e no centro a Eucaristia. Fomos atrás de um artesão que nos confeccionou as primeiras cruzes em madeira de paubrasil, e, em um ofício das Vésperas da Ressurreição, recebemos a cruz. Ir. Maria Sarah fez uma viagem para um retiro em Portugal, em Fátima, e nos conta ela que na adoração ao Santíssimo, recebeu do Senhor como seria o nosso hábito religioso para as vestes dos consagrados.

Marie Josette, Diácono Georges e Irmã Maria Sarah

Os primeiros consagrados: Ir. Maria Sarah, Pe. João, Ir. Paulina e Ir. Teresinha. Recebemos de Dom Alberto uma frase do seu lema: “Para a vida do mundo” (Jo 6, 51). E começamos, como uma pequena semente, os retiros e os festivais na nossa peqHá 22 anos, uma semente foi lançadauenina casa “amarela”, e também as missões.

Em 2005 começou a primeira escola do Ano Sabático na cidade de Palmas e até hoje o Senhor nos têm abençoado com esta graça. No dia 10 de agosto de 2004, em preparação para os nossos engajamentos, nos exortava o Diácono Georges: “Toda a fundação deve partir de Cristo, isto é o fundamental e mais importante. Segundo a graça que Deus me deu, como bom arquiteto, lancei o fundamento (…) Mas cada um veja como constrói. Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso do que foi posto: Jesus Cristo’” (1 Cor 3, 10-11).

Graças a essa pedra de fundação, que foi o próprio Cristo, estamos aqui continuando a lançar as Sementes do Verbo, e agora não somente na cidade de Palmas, Tocantins, mas em outros estados do Brasil e também em outros países. Que o Senhor nos conceda a graça de sermos fiéis até o fim, com a intercessão de Nossa Senhora do Carmo.


Fontes:

1 São João Paulo II. Carta Encíclica Redemptoris Missio, nº 28.
2 Ibidem, nº 21.

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