Neste Ano Jubilar, a Igreja celebra, como faz todos os anos, a Festa de Cristo Rei do Universo, no penúltimo domingo de novembro, 23 de novembro, uma festa que marca a “transição” entre o ano litúrgico que termina e o que começa. O domingo seguinte marca o início do período do Advento e o início do novo ano litúrgico (com o Primeiro Domingo do Advento). Essa festa de Cristo Rei celebra a soberania de Cristo sobre toda a criação.

Qual é a origem da Festa de Cristo Rei?
Essa festa foi instituída no dia 11 de dezembro de 1925 pelo Papa Pio XI. Este ano de 2025 comemora, portanto, o centenário da instituição da “Festa de Cristo Rei”. A festa foi instituída em 1925 pelo Papa Pio XI, no contexto do rescaldo da Primeira Guerra Mundial de 1914-1918. O objetivo do Papa era afirmar a Realeza de Cristo como uma arma espiritual contra as forças de destruição em ação no mundo, que ele identificava com o crescimento do ateísmo e da secularização.
“O tema da realeza de Cristo proporcionou à Igreja e à religião, a reivindicação de um lugar em uma sociedade que estava passando por uma secularização acelerada. E, ao relembrar a dimensão social da religião, a instauração dessa festa buscava combater a tendência de privatização do religioso, que caracteriza o mundo contemporâneo.” 1
Solenidade de Cristo Rei do Universo
Em 1969, essa festa assumiu um significado diferente após a reforma do calendário litúrgico impulsionada pelo Concílio Vaticano II. Não foi mais fixada no último domingo de outubro, como havia sido desde Pio XI, mas no último domingo do ano litúrgico. Desde o Vaticano II, é conhecida como a “Solenidade de Cristo Rei do Universo”, enfatizando a realeza de Cristo sobre toda a Criação. É por essa razão que essa celebração ocorre no último domingo do ano litúrgico, para significar que Cristo é precisamente: “o coroamento do ano que passou”, assim como “o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (Ap 22, 13). Se a Igreja entrou “nos tempos que são os últimos”, a realeza de Cristo sobre toda a Criação só encontrará sua plena realização em seu cumprimento escatológico. O ano de 1925, também foi particular, pois celebrou o décimo sexto centenário do Primeiro Concílio Ecumênico de Niceia, que proclamou a igualdade e a unidade do Pai e do Filho e, portanto, a soberania de Cristo. Neste ano de 2025, celebramos o décimo sétimo centenário.
O Rei-Messias anunciado por Israel
Apresentamos algumas referências bíblicas do Antigo Testamento, anunciando o Rei-Messias de Israel, citadas pelo Papa Pio XI em sua Carta Encíclica “Quas primas” 2, que significa “O que vem primeiro”, para a instituição da Festa de Cristo Rei. Alguns dos salmos de investidura real, entre outros:
“‘Fui eu que consagrei o meu rei sobre Sião, minha montanha sagrada!’ Vou proclamar o decreto do Senhor: Ele me disse: ‘Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede, e eu te darei as nações como herança, os confins da terra como propriedade’.” (Sl 2, 6-8)
“Teu trono é de Deus, para sempre e eternamente! O cetro do teu reino é cetro de retidão!” (Sl 44(45), 7)
“Que Ele domine de mar a mar, desde o rio até aos confins da terra. Diante Dele a Fera se curvará e seus inimigos lamberão o pó; os reis de Társis e das ilhas vão trazer-lhe ofertas. Os reis de Sabá e Seba vão pagar-lhe tributo; todos os reis se prostrarão diante Dele, as nações todas o servirão.” (Sl 71(72), 8-11)
“Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, recebeu o poder sobre seus ombros, e lhe foi dado este nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Paieterno, Príncipe-da-paz, para que se multiplique o poder, assegurando o estabelecimento de uma paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, firmando-o, consolidando-o sobre o direito e sobre a justiça. Desde agora e para sempre, o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” (Is 9, 5-6)
“Eis que dias virão – oráculo do Senhor – em que suscitarei a Davi um germe justo; um rei reinará e agirá com inteligência e exercerá na terra o direito e a justiça.” (Jr 23, 5)
“Eu continuava contemplando, nas minhas visões noturnas, quando notei, vindo sobre as nuvens do céu, um como Filho de Homem. Ele adiantou-se até ao Ancião e foi introduzido à sua presença. A Ele foi outorgado o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu império é um império eterno que jamais passará, e Seu reino jamais será destruído.” (Dn 7, 13-14)
“Exulta muito, filha de Sião! Grita de alegria, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti: Ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta. Ele eliminará os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém; o arco de guerra será eliminado. Ele anunciará a paz às nações. O seu domínio irá de mar a mar e do Rio às extremidades da terra.” (Zc 9, 9-10)
Essa profecia do Rei-Messias não desaparece do Novo Testamento.
O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai
Em sua mensagem, o Arcanjo Gabriel anunciou a Maria:
“Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, Seu pai; Ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o Seu reinado não terá fim.” (Lc 1, 32-33)
“Quando o Filho do Homem vier em Sua glória, e todos os anjos com Ele, então se assentará no trono da Sua glória. E serão reunidas em Sua presença todas as nações e Ele separará os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.” (Mt 25, 31-32)
“Pilatos lhe disse: ‘Então, tu és rei?’ Respondeu Jesus: ‘Tu o dizes: eu sou rei. Para isso nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz’.” (Jo 18, 37) “Jesus, aproximando-se deles, falou: ‘Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue’.” (Mt 28, 18)
“Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primogênito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e que nos lavou de nossos pecados com Seu sangue, e fez de nós uma Realeza e Sacerdotes para Deus, Seu Pai.” (Ap 1, 5-6 )
“Um nome está escrito sobre Seu manto e sobre Sua coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores.” (Ap 19, 16)
Não como um rei político
Esses versículos bíblicos nos ajudam a imaginar Cristo, o Rei-Messias, muito distante das representações humanas e dos partidos políticos. Diante de Pilatos, o governador romano da Província da Judeia, Jesus declarou:
“Jesus respondeu: ‘Meu reino não é deste mundo. Se meu reino fosse deste mundo, meus súditos teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas meu reino não é daqui’.” (Jo 18, 36)
Quando os judeus, e até mesmo os Apóstolos, imaginam, erroneamente, que o Messias restaurará o reino político de Israel, Ele imediatamente os dissuade dessa ilusão: “Não compete a vós conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com a Sua própria autoridade” (At 1, 7).
Quando a multidão ao seu redor quis proclamálo rei, Ele fugiu para as montanhas: “Jesus, porém, sabendo que viriam buscá-Lo para fazê-Lo rei, refugiou-Se de novo, sozinho, na montanha” (Jo 6, 15). São Cirilo de Alexandria (Padre e Doutor da Igreja do século IV) escreveu: “Em poucas palavras, a soberania que Jesus possui sobre todas as criaturas, Ele não a tomou à força, não a recebeu de uma mão alheia, mas é o privilégio de Sua essência e natureza” 3. Isso deve nos levar à submissão e à obediência a Cristo em Sua autoridade, poder e senhorio sobre toda criatura. É isso que o próprio Jesus nos convida a fazer quando diz: “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7, 21).
Certamente muitas pessoas ficam irritadas só de ouvir a frase “Cristo Rei”! Elas têm a impressão de que o Senhor vai interferir em suas vidas e dominar os seus planos e decisões. Essa é uma caricatura e uma falsa concepção do Senhorio de Cristo. Quando Cristo começou Sua missão terrena, Ele não propôs um programa político; pelo contrário, Ele chamou as pessoas à penitência e à conversão, porque o reino dos céus e a sua justiça estavam próximos. Ele ensina os Seus discípulos a orar para que Seu “Reino venha”. Sua entrada real na Cidade Santa de Jerusalém não é a de um rei glorioso, mas sim, como Zacarias profetizou: “Não temas, filha de Sião; eis que vem o teu Rei, montado sobre um jumento” (Zc 9, 9; Jo 12, 15).
Para nós, viver de acordo com o Senhorio de Cristo significa confiar toda a nossa vida a Ele, e não apenas certas partes ou certos momentos de acordo com os nossos próprios critérios limitados. Viver a nossa vida concreta no Senhorio de Cristo é confiar a Ele o nosso barco, a nossa agenda, os nossos bens, os nossos programas, o nosso passado, presente e futuro, o nosso temperamento, as nossas reações, as nossas relações e cada uma das nossas ações.
“Portai-vos com temor durante o tempo do vosso exílio. Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou com ouro, que fostes resgatados da vida fútil que herdastes dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeitos e sem mácula.” (1Pd 1, 18-19)
Um rei, que tem um trono: uma manjedoura e uma cruz
A realeza de Cristo não está de acordo com o espírito do mundo; ela pode até parecer desestabilizadora para nós, porque parece o oposto de todos os nossos preconceitos e do que poderíamos esperar. Na verdade, é uma nobre realeza na doação de outros, na mais completa humildade e no serviço aos mais pobres. Jesus veio para servir, “não para ser servido” (Mt 20, 28). “É pelo sangue deste que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça, que Ele derramou profusamente sobre nós, infundindo-nos toda sabedoria e prudência.” (Ef 1, 7-8)
O Papa Francisco traduziu essa compreensão e atualização de Cristo Pobre e Rei em seu pontificado: “Para compreender que tipo de Messias é Aquele que nasceu em Belém, que tipo de Rei: quem é Jesus. Olhando para a manjedoura, olhando para a cruz, olhando para a Sua vida de simplicidade, podemos compreender quem é Jesus. Jesus é o Filho de Deus que nos salva, fazendo-se homem, como nós, despojandose da Sua glória e humilhando-se (cf. Fl 2, 7-8).” 4
O evangelista São João descreve particularmente a dimensão paradoxal da realeza de Cristo:
“Os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-na em Sua cabeça e jogaram sobre Ele um manto de púrpura. Aproximando-se Dele, diziam: ‘Salve, rei dos judeus!’ E o esbofeteavam.” (Jo 19, 2-3)
É precisamente a cruz que é o sinal paradoxal de Sua realeza, como o Papa Bento XVI destaca: “Na realidade, precisamente porque é o Filho de Deus, Jesus entregou-se livremente à sua paixão, e a cruz é o sinal paradoxal da Sua realeza, que consiste na vontade do amor de Deus Pai sobre a desobediência do pecado. É precisamente oferecendo-se a si mesmo no sacrifício de expiação que Jesus se torna o Rei universal, como Ele mesmo declarará ao aparecer aos Apóstolos depois da ressurreição: ‘Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra’ (Mt 28, 18).” 5
Toda a vida de Cristo é um mistério de Redenção: Em Sua encarnação, “Ele se tornou pobre e nos enriqueceu com Sua pobreza” (2Cor 8, 9); em Sua palavra, Ele nos visita e nos purifica (cf. Jo 15, 3), nos redime e nos reconcilia pelo sangue de Sua cruz (cf. Cl 1, 20-23); em Sua ressurreição, “Ele nos justificou” (Rm 4, 25); e como Sumo Sacerdote, Ele se ofereceu e se oferece continuamente, intercedendo junto ao Pai pela salvação de todos.
“Temos um sacerdote eminente constituído sobre a casa de Deus. Aproximemo-nos, então, de coração reto e cheios de fé, tendo o coração purificado de toda má consciência e o corpo lavado com água pura. Sem esmorecer, continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa. Velemos uns pelos outros para nos estimularmos à caridade e às boas obras. Não deixemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Procuremos, antes, animar-nos sempre mais, à medida que vedes o Dia se aproximar.” (Hb 10, 21-25) “Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados. E não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (1Jo 2, 2)
Que o maior entre vocês seja como o menor
Jesus chama Seus discípulos para segui-Lo, por meio do batismo e da unção real, para se tornarem “Cristos”: na grande liberdade e simplicidade do Evangelho, no desapego de seus corações das riquezas e bens passageiros, na prática da caridade, na sede de justiça, na renúncia a si mesmo e ao carregar a sua cruz. À imitação de Seu mestre, os discípulos devem seguir e viver a mesma regra do Evangelho:
“Jesus lhes disse: ‘Os reis das nações as dominam, e os que as tiranizam são chamados Benfeitores. Quanto a vós, não deverá ser assim; pelo contrário, o maior dentre vós torne-se como o mais jovem, e o que governa como aquele que serve’.” (Lc 22,25-26)
Todos os discípulos, toda a Igreja de Cristo, devem anunciar essa única fonte de salvação a todas as nações, todos os tempos e todas as sociedades, porque: “Pois não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4, 12).
Que Ele reine em nossas inteligências, corações e corpos
inteligências, corações e corpos A Encíclica do Papa Pio XI para a instituição da Festa de Cristo Rei termina com este convite, cujo conteúdo ainda é válido para nós hoje:
“Se todo o poder foi dado a Cristo Senhor, no céu e na terra; se os homens, redimidos por Seu preciosíssimo sangue, tornam-se, com uma nova capacidade, súditos de seu império; se, finalmente, esse poder abrange toda a natureza humana, devemos obviamente concluir que nenhuma de nossas faculdades pode escapar dessa soberania. “Cristo deve, portanto, reinar sobre a nossa inteligência: acreditando, com total submissão, em uma adesão firme e constante às verdades reveladas dos ensinamentos de Cristo. Ele deve reinar sobre a nossa vontade, de modo que observemos as leis e os mandamentos de Deus e os coloquemos em prática. Cristo deve reinar em nosso coração: amando a Deus acima de todas as coisas e apegando-nos somente a Ele. Cristo deve reinar sobre nossos corpos e membros, para que sirvam à santidade interior de nossa alma.” 6
“Nem entregueis vossos membros, como armas de injustiça, ao pecado; pelo contrário, oferecei-vos a Deus como vivos provindos dos mortos e oferecei vossos membros como armas de justiça a serviço de Deus.” (Rm 6, 13)
O “poder” de Cristo Rei: é o poder do Amor
Como o Papa Bento XVI resumiu na Festa de Cristo Rei:
“Não é o dos reis e dos grandes deste mundo; é o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal, de derrotar o domínio da morte. É o poder do Amor, que do mal sabe obter o bem, enternecer um coração endurecido, levar paz ao conflito mais áspero, acender a esperança na escuridão mais cerrada. Este Reino da Graça nunca se impõe, e respeita sempre a nossa liberdade.” 7
Não nos esqueçamos de que o tesouro de Seu Reino são os pobres, os humildes, os rejeitados, os menores. Todos os seres humanos pelos quais Cristo Jesus veio servir e dar a Sua vida. Na época do Papa Sisto II, que morreu como mártir no dia 6 de agosto de 258, sob o imperador Valeriano, o diácono Lourenço foi poupado para dar informações aos representantes do imperador sobre as supostas riquezas da comunidade romana: “os tesouros da Igreja” Depois de distribuir aos pobres os poucos bens que a Igreja tinha na época, o diácono Lourenço apresentou às autoridades romanas uma grande multidão de pessoas pobres, aleijadas e cegas. “Esses, disse ele, são os tesouros da Igreja”. Em 10 de agosto, apenas quatro dias depois de seu bispo, Lourenço também sofreu o martírio, preso a uma grelha e consumido por brasas ardentes.
Nesta celebração de Cristo Rei vivida na fé, confessamos com a Igreja a vitória escatológica de Cristo sobre as forças do mal e da morte. A Páscoa do Filho de Deus inaugura “o Reino sem limites e sem fim”, como proclama o Prefácio desta Festa.
“Então dirá o rei aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e viestes ver-me’. Então os justos lhe responderão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos forasteiro e te recolhemos ou nu e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te ver?’ Ao que lhes responderá o rei: ‘Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’.” (Mt 25, 34-40)
Fonte:
1 Cf. Patrick Pétrot, La fête du Christ Roi de l’univers comme célébration du Mystère Pascal (A Festa de Cristo Rei do Universo como celebração do Mistério Pascal), Institut Supérieur de Liturgie, Institut Catholique de Paris.
2 Papa Pio XI, Carta Encíclica Quas Primas, 11 de dezembro de 1925.
3 Cf. Cirilo de Alexandria, Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 10, 72.
4 Papa Francisco, Audiência Geral, 28 de dezembro de 2022.
5 Papa Bento XVI, Angelus, 22 de novembro de 2009.
6 Papa Pio XI, Carta Encíclica Quas Primas, 11 de dezembro de 1925, n. 22.
7 Papa Bento XVI, Angelus, 22 de novembro de 2009.